Os teus olhos
da cor não definível das coisas da terra
da cor não definível das coisas da terra
e o olhar semicerrado cujas palavras não me dizia.
As tuas mãos mornas não eram suficientes para sanar
o frio da minha alma.
Eu percorria os teus dedos longos com os meus lábios
e sentia o gosto doce da ilusão.
Dos questionamentos que me fiz
todos ainda calados pelos minutos a correr:
Como seria se tivesse existido mais de nós dois?
Como seríamos sabendo das profundezas de sonho
guardadas aqui dentro em segredo?
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