jaz o tempo, na sua caixa indecifrável de silêncios e partidas.
repousa e suspira ao término de mais um entardecer.
espreita na calada da noite a despedida da criança;
a desesperança da jovem mulher;
a angústia pelo fim das coisas e pelo início de outras outras tantas.
desespera os já desesperados e acalma os intranquilos;
os que esperam e os que não acreditam mais.
o tempo rastejante ensina e castiga
e pune os errantes e desatentos.
leva tempo para aprender
e há quem nunca haverá de saber como se faz:
viver.